Joinville, 22 de Maio de 2019

14/08/2012 Garimpo Fashion

Meu nome é Priscila Damiani, tenho 28 anos, casada e sou formada em Administração de Empresas pela FAE Business School, pós graduada em Marketing pela mesma instituição, pós graduada em Moda e Gestão pelo SENAI PR.
Trabalhei durante 4 anos na área de marketing de uma multinacional americana em Curitiba, e em 2009 retornei a Joinville para inaugurar a Villa Damiani, uma loja de moda feminina e de cama, mesa e banho que completa 3 anos agora em Outubro.
Além da loja, coordeno desde 2010 o curso de Design de Moda do Centro Europeu Joinville, onde também já fui professora de marketing de moda.
Hoje divido o meu trabalho entre a Villa, a escola e negócios da família.
Me sinto muito realizada por fazer o que gosto e em poder dividir minhas experiências com tantas outras pessoas apaixonadas por esta área.

 

Essa tal moda

Como empresária e profissional de ensino na área de moda, estreio minha coluna falando sobre minhas duas visões distintas e ao mesmo tempo complementares sobre este fantástico universo: glamour x realidade.
Para a grande maioria das pessoas moda é apenas aquilo que se vê nas passarelas, revistas, blogs, novelas e vitrines.  Mas o processo anterior – o que envolve pesquisa, criação, planejamento e produção – é pouco comentado e até mesmo pouco reconhecido.
Existe todo um estudo e planejamento até o desenvolvimento de uma coleção (ou pelo menos deveria ter) e é este processo anterior que poucas pessoas conhecem.
Tenho o privilégio de trabalhar com o antes e o depois e assim compreender todas suas etapas e o valor que existe em cada peça criada e confeccionada.
Através da coordenação do curso de Design de Moda do Centro Europeu tenho o contato direto com o processo anterior ao da peça pronta,  ensinando as bases e todo o fundamento para quem quer se tornar um profissional na área.
Na minha loja tenho a experiência da venda e do efeito que a peça pronta causa nas pessoas, um efeito de encantamento principalmente nas mulheres.
Isso porque a moda age diretamente no topo da pirâmide das necessidades humanas, ou seja, seu consumo se dá na maioria das vezes em função do desejo, do status, auto - confiança e auto-afirmação perante você mesmo e principalmente perante os outros.
Acho fantástico o trabalho de profissionais e empresas que reconhecem a influência que a moda exerce sobre as pessoas, sendo coerentes em todo o processo desde o início da cadeia até a chegada do produto ao consumidor final. Não se preocupam apenas em produzir, mas sim em comunicar seu produto ao mercado, traduzindo e reproduzindo as tendências através de suas coleções, gerando o desejo e consequentemente seu consumo.
E não podemos esquecer do papel fundamental do varejo em entregar estes produtos no lugar e na hora certa, a um preço justo, que valorize cada estágio da produção e também quem vai adquiri-lo.
E é por isso que acho esta área tão motivadora e encantadora. Além de novas tendências a cada estação, seu processo é movido por muita criatividade e dinamismo.
E o meu papel a partir de agora é aproveitar este espaço para trazer as novidades e o que há de mais importante nesta área. Seja com um uma visão mais comercial ou mais fashion, estarei falando de moda, de seu significado, suas inovações e de suas influências em nosso comportamento e cotidiano.

 

Moda Conceitual x Comercial

Este é um tema que gera muitas dúvidas, polêmicas e comentários em diversos desfiles: “Quem vai usar esta roupa???” “Tem que ter muita coragem para sair com isso na rua!
Os chamados looks conceituais são aqueles que como o próprio nome já diz representam o conceito, a inspiração da coleção.
Os designers de moda tem o desafio de expressar suas ideias e desenvolver sua coleção partindo de diversas tendências e precisam traduzi-las a partir de um conceito macro com inovação e muita criatividade.
É um processo que requer horas, dias ou até mesmo meses de pesquisa. É um verdadeiro exercício que demonstra que moda também é arte e como qualquer outra necessita de inspiração.
É claro que a maioria das pessoas se assusta quando vê um desfile com looks espalhafatosos, maquiagens carregadas e horripilantes, com acessórios esquisitos na cabeça. Mas isso tudo faz parte do processo, faz parte de todo um contexto criativo. Podemos dizer então que o conceitual é o exagero, é a fonte de inspiração necessária a qualquer artista - neste caso,  o estilista.
Os desfiles ou editoriais de moda conceituais servem para chocar, para chamar atenção de uma ou mais tendências que virão com força total.  
É claro que ninguém vai sair usando estas peças pelas ruas, mas através de uma releitura comercial eles serão “simplificados”, se transformando nas peças vendáveis que encontramos nas araras, revistas e vitrines.
Mas a tendência é que cada vez mais o estilo conceitual ceda espaço para o comercial. Nos desfiles brasileiros não notamos grandes espetáculos conceituais, mas sim desfiles que acabam nos contextualizando através de detalhes cenográficos, cabelo e maquiagem.
Para ilustrar este assunto, trouxe alguns exemplos de looks conceituais x comerciais elaborados por alunas do curso de Design de Moda do Centro Europeu Joinville. Cada designer criou sua coleção com base em um tema e o representou em seu look conceitual. A partir dele criou o seu look comercial, criando um  link através de elementos em comum:
Fotos: Arthur Andrade

Anúncios


2010 © Copyright - Mundo Pop - Rua: 3300, 360 sala 705 - WS Empresarial - Centro - Balneário Camboriú - Tel.: (47) 3366.8697
Arroba Design