Florianópolis, 20 de Março de 2019

21/03/2014 day trade

20 Anos do Plano Real...
Em 1994 era lançado o plano real, este que passou a valer a partir da publicação da Medida Provisória nº 434, lançada como URV (Unidade Real de Valor), através do presidente da época, Itamar Franco, e o então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, cujo no final do mesmo ano, tornou-se o novo Presidente da República, devido à mudança positiva que o plano trouxe.  O Brasil clamava por transformações naquele período de acordo com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “Nem sempre os povos estão abertos a mudanças. É importante mudar para novo rumo. Mas, mesmo quando se insiste muito, é difícil mudar”, ponderou, na abertura do seminário “20 anos depois do Plano Real: um debate sobre o futuro do Brasil”. De qualquer forma crescia uma certeza: para virar o jogo e iniciar vida nova na economia brasileira, a condição primeira era erradicar o imposto inflacionário, o mais injusto e perverso de todos os tributos, este que era astronômico ao ponto de se perder de vista. A inflação, que nada mais é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro, e que naquele período já era uma hiperflação chegando a superar 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro, não sendo por acaso que em muitas casas era comum encontrar freezers e outras formas de armazéns para estocar carnes e outros produtos, diferente dos dias atuais. O plano Real acabou tornando-se realidade após uma série de catastrofes na economia brasileira, como em 1986, quando o plano Cruzado chegou a congelar preços, e a carne sumiu dos supermercados, após isto, veio a tentativa de diminuição dos zeros em 1989, onde o governo lançou o Cruzado Novo, o dinheiro perdeu zeros mas os juros sobiram e o crédito sumiu. Em 1990, no ápice da hiperinflação, postos de combustíveis lotaram antes do aumento de quase 50% na gasolina, e então após vários planos econômicos fracassados, o Plano Real marcou o final do período de instabilidade monetária e altas taxas de inflação, que chegaram a atingir 5.000% ao ano, de julho de 1993 a junho de 1994. Junto com o plano, veio à nova moeda, o real, esta que embora já tivesse sido publicada em março através da medida provisória, as notas finalmente entraram em circulação em julho do mesmo ano, substituindo o cruzeiro real na razão de R$ 1,00 para CR$ 2.750,00. Em termos de comparação, CR$ 5.000 equivaliam a cerca de R$ 2, suficiente para comprar na época, meio quilo de carne, três litros de leite ou duas latas de refrigerante. Com isto, o plano deu maior credibilidade para o atual governo juntamente com novas políticas econômicas, tais como: Privatização de setores estatais como venda de bancos e outros setores, lei de responsabilidade fiscal, criação de agências reguladoras, abertura econômica com redução gradual de tarifas de importação e facilitação da prestação de serviços internacionais, manutenção do câmbio artificialmente valorizado, dentre muitas outras ações. Especialistas da área, relatam que as importações foram o carro chefe do plano real, sendo favorecido pelo câmbio valorizado e pelas baixas tarifas de importação, então empresas nacionais passaram a sofrer com a competição maior no mercado graças à entrada de produtos estrangeiros na economia. Em torno disto, creditam que o plano real foi eficaz através deste aumento de competição das empresas brasileiras com as internacionais, também chamados de âncoras cambial e monetária, o que cominou com uma manutenção dos preços em patamares não muito elevados, sob o risco de perda de fatias de mercado para as multinacionais, além disto, o aumento de produtividade decorrente da reestruturação possibilitou uma queda nos custos de produção, ajudando também a conter a inflação de custos. Por fim, notasse que o Plano Real possibilitou ao Brasil ter uma moeda forte que lhe propiciasse o início da estabilização de sua economia, estabilidade nos níveis de preços internos, mudança no regime cambial, avanços sociais, fim da hiperinflação que produziu instabilidades e congelamentos de preços, dentre outros benefícios. Felicitando seus vinte anos, o plano real continua estável e considerado uma moeda forte, mesmo longe de moedas como o euro e dólar, ela tornou-se referência na crise mundial de 2008, mas que hoje a inflação voltou a ser um dos assuntos principais e já começa a ser motivos de preocupação novamente devido à política expansionista dos atuais governos e principalmente liberação de crédito fácil...

Emprego é o que não falta...
SC volta a ser destaque no cenário nacional. De acordo com os dados do governo catarinense, Santa Catarina registrou o saldo positivo de 27.891 postos de trabalho com carteira assinada criados em fevereiro, sendo o segundo maior do país em fevereiro, atrás apenas de São Paulo, que registrou o saldo de 77.928 vagas no mês passado, enquanto no país, o saldo de fevereiro alcançou a marca de 260.823 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados no último dia, 17, em coletiva do Ministro do Trabalho, Manoel Dias, e do governador Raimundo Colombo, em Florianópolis. No país, o saldo de fevereiro alcançou a marca de 260.823 vagas. Outro dado importante, segundo a Pesquisa Nacional por Amostro de Domicílios (PNAD) de 2012 do IBGE, sendo a mais recente, SC tem a vantagem de ser o estado com menor taxa de desocupação, com isto, a pesquisa revelou que a cada 10 pessoas acima de 15 anos, 7,6 estão trabalhando. Embora especialistas afirmem que em 2013 o cenário foi ainda melhor, não sendo a toa que segundo o relatório preparado pela Secretaria de Desenvolvimento de Santa Catarina, indica que caso SC fosse um país, estaria entre os quatro países com menor desemprego do mundo. Santa Catarina já tinha sido destaque na geração de empregos em janeiro quando liderou o ranking, e neste mês que voltou a ser evidenciado, tendo os seguintes setores com maior parcela contratados: indústria de transformação (com saldo de 13.180 vagas) e o de serviços (7.051 vagas). Quanto às cidades que lideraram a geração de vagas em SC foram: Joinville (3.310), Blumenau (3.008), Jaraguá do Sul (1.618) e Florianópolis (1.410), no entanto a remuneração não é das melhores do país conforme a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego de 2012, a média salarial no Estado é de R$ 1.898, fazendo com que o estado fique em 13° no ranking nacional e em último entre os estados do Sul. Esse valor fica abaixo inclusive do índice nacional, que é de R$ 2.080 e da região Sul (R$ 1.940), ou seja, em Santa Catarina emprego é o que não falta, quanto à remuneração o candidato terá que procurar...

Veja todas

Anúncios


2010 © Copyright - Mundo Pop - Rua: 3300, 360 sala 705 - WS Empresarial - Centro - Balneário Camboriú - Tel.: (47) 3366.8697
Arroba Design