Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, 20 de Janeiro de 2019

09/11/2012 Fervelândia

Em prol da transformação

SPFW inverno 2013


O SPFW continua a potencializar a transformação. E por isso a  34ª edição, muda de datas e de local, tudo em prol de um melhor planejamento e a ampliação da competitividade do setor.
O inverno já mostrou sua cara, mesmo com line up bem reduzido, ele já coloca as tendências que queremos na mesa. Criando aquele desejo de saber mais sobre tudo que vem por aí!
Escolhemos algumas marcas, das dezenove que estiveram na passarela, nelas colocamos nossas apostas e nossas predileções!

Ronaldo Fraga
Ronaldo apresentou um desfile delicado e poético. Logo no início, a letra da música diz: chega de foto, chega de fato. E os primeiros looks parecem mesmo o avesso dos flashes da moda, por sua simplicidade (em termos de cores e estamparia) e usabilidade. Mas aos poucos vamos entrando em sua história através das estampas, rabiscos, desenhos e escritas de Paulo Marques Oliveira.

Ellus
Trabalhando a temática policial, a Ellus mostrou uma cartela dominada pelo preto e surgem as insígnias bordadas em fios de metal, que Adriana Bozon apontou como um dos seus pontos de partida. Mas as interpretações de símbolos da vestimenta militar permeiam todo o Inverno 2013 da marca, sempre em clima fetichista e acompanhadas de couro, materiais com efeito látex, transparências, fendas, decotes, botas de cano altíssimo… e a joia tipo algema com corrente ligando pescoço e pulso?

Triton
Três palavras sintetizam a coleção da Triton: militar, oversized e botânica. A começar pelo primeiro look, na top argentina Magda, com calça ampla e paletó maxi. Há um trabalho forte com alfaiataria marcado por uma energia jovem e empolgante (a trilha com Santigold caiu perfeitamente) com coletes, minissaias, calças mais curtas, shorts, fendas e ótimas jaquetas. Destaque para o desenvolvimento de materiais, em especial as texturas metalizadas. Uma coleção para ser devorada pelas jovens clientes da marca.

Osklen
Poucas cores, em total harmonia. Uma linha de design que pontuou a coleção (com destaque para as sobreposições, recortes e as costas decotadas dos looks femininos). E Aspen na década de 1960 mais a natureza rústica da Patagônia parecem feitos um para o outro. Desejo, design e produto mostrados com simplicidade (não que tenha sido fácil para a equipe de criação…) e foco. “A moda tem que se mexer e mudar”, disse Oskar antes do desfile. A mudança começou muito bem.

Tufi Duek
Eduardo Pombal traz um clima noir pro outono-inverno 2013 da Tufi Duek, inspirado pelo clássico “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock. E suas mulheres entram na passarela como aves de rapina, com pences que formam bicos e caudas que remetem às pontas das asas, em vestidos que valorizam as formas femininas,o guipire chega resinado, formando um pied de poule que dá a impressão de um couro pesado.

FH
As apresentações de Fause Haten são sempre performáticas e, desta vez, não foi diferente.. Na passarela, o que se viu foram peças cheias de brilho e transparências, supersensuais e com um quê de fantasia. Os seios ganharam destaque com decotes vertiginosos ou recortes estratégicos em vinil. Muitos itens lembravam uma segunda pele, feita de tule e repleta de bordados e aplicações, que o próprio designer definiu como “roupas-joia”. Preto, branco, vermelho e pink foram os únicos tons a compor a cartela de cores da temporada.

João Pimenta
Para o Inverno 2013, João quis buscar “o homem elegante brasileiro”, e descobriu, em suas pesquisas, “o malandro dos anos 1930 como o dândi brasileiro, que tem esse verdadeiro gosto pelas roupas”, ele afirmou. Assim, surgiram referências às formas daquela década, especialmente quanto aos cintos e as calças de comprimento mais curto. (Bem-vindas) Experimentações, como as pregas aplicadas em pontos inusitados, continuam, mas seguindo um movimento que tem dado certo para o designer, de apresentar uma moda mais “real”.

Colcci
Colcci foi inspirada nos uniformes. “Começamos pensando no militar, mas terminamos nos uniformes em geral Na passarela, o que realmente se viu foi um mix de inspirações: as saias de prega e as jaquetas bomber lembraram as roupas de estilo college; os coturnos saíram direto dos trajes militares e arabescos fizeram clara menção à época barroca. O resultado final é jovem – como pede o DNA da marca – e muito bonito. Um forte mix de materiais marcou grande parte das produções, como as duplas jacquard + algodão resinado e lã + nylon.

Forum
O inverno 2013 da marca – que de inverno não tinha nada – trouxe lindas estampas de coco e folhagens, desenvolvidas em parceria com o ilustrador Felipe Jardim. Capas de silicone jateado garantiam um efeito fosco por cima do algodão e a trama de cestaria criava interessantes texturas às peças de corte reto. Os comprimentos eram mínimos, as cores vibrantes (vermelho e verde permearam toda a apresentação) e até os acessórios eram de palha, mas esse mood fresco é mesmo a cara da grife. “As coleções da Forum devem ter sempre a luminosidade e o calor do verão, independentemente da estação”, ressaltou o stylist Mauricio Ianês.

Alexandre Herchcovitch
Emocionante. Assim foi o desfile de Alexandre Herchcovitch. Depois de um verão inspirado nos anos 1980, o estilista surpreendeu ao trazer um jardim para a passarela. Para tanto, investiu em um floral fora do comum, sapatos com folhas entrelaçadas e volumes bem pensados. Tudo superelegante. Mas o grande destaque ficou por conta da cintura marcada com clara referência ao New Look Dior, criado em 1947 pela Maison.

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